Domingos Simões Pereira, presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), foi levado de volta à prisão preventiva na última sexta-feira, 10, após ter estado em prisão domiciliária por dois meses. A decisão do Tribunal Militar Superior surge na sequência de uma acusação de participação numa alegada tentativa de golpe de Estado que teria ocorrido em outubro, antes das eleições presidenciais de 2025. As eleições, que ocorreram a 23 de novembro, foram marcadas por controvérsias, pois a contagem dos votos foi interrompida por um golpe militar, que foi supostamente orquestrado pelo então presidente Umaro Sissoco Embaló. Este golpe impediu a proclamação dos resultados eleitorais, e Domingos Simões Pereira, que apoiava o candidato Fernando Dias da Costa, viu-se afastado do processo político. O PAIGC denunciou que o afastamento de Pereira da vida política é uma estratégia de Embaló para aumentar suas chances nas próximas eleições presidenciais. Além disso, após o golpe, os militares alteraram a Constituição para reforçar os poderes presidenciais e planejam um referendo sobre essas mudanças em agosto, juntamente com eleições gerais marcadas para dezembro.