O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que o Conselho de Paz alcançou um acordo para o 'desarmamento total' do Hamas e de outros grupos armados em Gaza. Este acordo é visto como um passo histórico em direção à formação de um novo governo palestiniano no enclave. Trump destacou que o desarmamento será implementado em fases e que, após a sua conclusão, as forças israelitas se retirarão de Gaza. Com a saída das forças israelitas, uma Força Internacional de Estabilização irá atuar ao lado de uma nova força policial palestiniana para garantir a segurança na região. Trump agradeceu ao Egito, Qatar e Turquia pelos seus esforços de mediação, além de sua equipe de negociação que possibilitou o pacto. A pressão externa e a crise econômica crescente em Gaza foram fatores que levaram o Hamas a aceitar o acordo. O acordo é parte de um plano mais amplo de 20 pontos apresentado por Trump em setembro de 2025, que visa acabar com a guerra, libertar reféns e estabelecer uma administração palestiniana tecnocrática. As negociações de paz em curso no Cairo têm avançado, com o Hamas apresentando alterações ao roteiro proposto por Washington e aguardando a resposta de Israel. O plano estipula o desmantelamento de todas as armas, sem exceções, para transferir a autoridade ao novo governo tecnocrático. A gestão da Faixa de Gaza no pós-conflito será assegurada por um organismo de tecnocratas palestinianos, e a transferência de armas será coordenada com a Força Internacional de Estabilização. Israel, por sua vez, afirmou que não haverá retirada até que o Hamas esteja completamente desarmado.