Os hiacistas e taxistas de Cabo Verde manifestaram a sua indignação em relação ao recente aumento dos preços dos combustíveis, solicitando uma revisão das tarifas de transporte público. Sidónio Martins, um motorista da linha Praia/Tarrafal, destacou as dificuldades crescentes enfrentadas pela classe, que não viu uma correspondente atualização das tarifas cobradas aos passageiros. Ele enfatizou a necessidade de a Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME) considerar o impacto dos aumentos sobre os transportadores e a urgência de uma atualização tarifária para compensar os custos adicionais. Nelson Tavares, condutor da linha Praia/Assomada, também expressou preocupações sobre os impactos econômicos significativos da subida dos combustíveis, uma vez que os preços das viagens permanecem inalterados. Ele apelou à revisão das tarifas e à adoção de medidas de alívio fiscal, mencionando que os hiacistas pagam altos impostos trimestrais que poderiam ser reduzidos para ajudar a mitigar os efeitos do aumento dos custos operacionais. Janito Moreira, um taxista, compartilhou a mesma opinião, destacando que a situação se torna cada vez mais difícil devido aos desafios enfrentados em relação a fretes, combustíveis e reclamações de clientes sobre os preços. A ARME anunciou que os preços máximos dos combustíveis em Cabo Verde aumentaram em média 6,86%, com a gasolina a custar agora 168,10 escudos por litro e o gasóleo normal a 157,60 escudos por litro, entre outros aumentos significativos.