A política em Cabo Verde enfrenta desafios significativos, especialmente quando o tempo parlamentar é consumido por táticas defensivas e ruídos que diluem o debate essencial. Este artigo reflete sobre a importância da ética na política, destacando que a preservação do status quo não deve sobrepor-se à busca da verdade. Além disso, discute a psicologia da oposição e como a defesa de interesses corporativos pode descredibilizar a função essencial da oposição em um sistema democrático. A saúde da democracia depende da independência das instituições e da transparência nos processos de escolha dos guardiões da justiça. A desconfiança em relação à justiça pode surgir quando há percepções de manobras defensivas para manter dinâmicas de poder estabelecidas. Portanto, é crucial que a escolha dos líderes da justiça seja baseada no mérito e em processos transparentes. A memória política de Cabo Verde carrega cicatrizes que exigem prudência e respeito pela vida e segurança dos líderes políticos. A democracia deve ser firmada em limites civilizacionais, evitando que o desespero político leve a dinâmicas de vingança ou extremismo. Por fim, a ética na oposição deve focar na proposta alternativa e na responsabilidade, promovendo um debate construtivo e respeitoso que eleve a moralidade no hemiciclo parlamentar.