O bastonário da Ordem dos Advogados de Cabo Verde, Júlio Martins, defendeu que se deve aguardar pela decisão do Tribunal Constitucional (TC) sobre o pedido de fiscalização abstracta sucessiva submetido pelo Presidente da República. A sua reação surgiu após o anúncio do pedido de avaliação da constitucionalidade de uma norma da Assembleia Nacional, relacionada à detenção de parlamentares fora de flagrante delito. Júlio Martins sublinhou que a iniciativa está dentro das competências constitucionais do chefe de Estado e que o TC terá o seu tempo para apreciar a questão. Ele refutou a ideia de que o pedido poderia estar relacionado com mudanças políticas, afirmando que a Constituição e o TC não servem interesses partidários. O bastonário reforçou que qualquer ação para esclarecer o quadro normativo e salvaguardar direitos fundamentais é de elevado interesse público e pediu serenidade para que o TC analise a matéria.