Ao longo da história, muitos cabo-verdianos emigraram em busca de oportunidades fora do país, tornando a diáspora uma extensão económica e social de Cabo Verde. A emigração de jovens tem suscitado preocupação, mas a expansão da economia digital e do trabalho remoto surge como uma oportunidade para reter e aproveitar o capital humano nacional. Cabo Verde é o terceiro país do mundo com maior proporção de postos de trabalho remotos, com 94,7% das ofertas analisadas no LinkedIn classificadas como trabalho à distância. A BellTrust International, criada para ligar profissionais cabo-verdianos ao mercado internacional, já criou mais de 25 postos de trabalho e prevê acrescentar mais 10. O trabalho remoto representa um nicho que Cabo Verde deve explorar, podendo gerar impacto através do consumo interno e das receitas fiscais. Contudo, o país enfrenta forte concorrência internacional, especialmente de mercados como a Índia, e precisa de investimentos em infraestruturas de comunicação e formação profissional.
Trabalhar para o mundo a partir de Cabo Verde: o desafio de exportar talento sem exportar pessoas




