O Presidente da República, José Maria Neves, defendeu um diálogo técnico e museológico sobre a inclusão da memória dos cidadãos presos no Tarrafal entre 1974 e 1975. Esta posição surgiu em resposta a uma petição pública de familiares de detidos, que contestam a omissão desse período no Documento Fundador do Museu da Resistência do Campo de Concentração do Tarrafal. Na sua resposta, o Presidente expressou compreensão pelas preocupações dos subscritores e comprometeu-se a encaminhar a questão ao Ministério da Cultura e ao Instituto do Património Cultural para apreciação conjunta com especialistas da UNESCO. A avaliação deverá considerar a inclusão de informações sobre a utilização do espaço durante a transição política entre 1974 e 1975. A petição argumenta que a memória histórica não deve ser construída sobre silêncios e que a detenção de cidadãos cabo-verdianos nesse período é documentada. O Presidente esclareceu que o Documento Fundador do Museu estabelece uma delimitação temporal entre 1936 e 1974, mas isso não nega os acontecimentos de 1974 a 1975. Ele reafirmou o compromisso do Estado de Cabo Verde com os Direitos Humanos e a integridade do ensino da História.
Política
PR defende diálogo sobre memória dos presos do Tarrafal entre 1974 e 1975


