Na quinta-feira, diversas capitais ao redor do mundo expressaram seu descontentamento em relação às novas tarifas aduaneiras impostas pela Administração Trump, que se baseiam na proibição de importação de produtos resultantes de trabalho forçado. O porta-voz do Governo japonês, Minoru Kihara, afirmou que a indústria japonesa opera de acordo com as regras internacionais e lamentou a imposição de tarifas sem fundamentos claros. O ministro australiano do Comércio, Don Farrell, também criticou as tarifas, considerando-as injustificadas e incompatíveis com o acordo de comércio livre entre os países. Ele enfatizou que essas medidas aumentam os custos e criam incertezas para as empresas. O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, expressou sua decepção com as novas tarifas, acusando os EUA de não apresentarem provas substanciais que sustentem as alegações de trabalho forçado. Ele alertou que os direitos aduaneiros não são a solução para o problema. O Canadá, por sua vez, está intensificando as negociações com os EUA para um acordo comercial abrangente, enquanto o México conseguiu evitar a aplicação das novas tarifas, mantendo o tratamento preferencial para a maioria de suas exportações. O Brasil também se manifestou, acusando os EUA de usar a luta contra o trabalho forçado como pretexto para uma política comercial protecionista.