O artigo discute a legitimidade do poder político nas democracias contemporâneas, enfatizando a importância da estabilidade institucional e da confiança dos cidadãos. O papel de Eurico Monteiro é analisado, destacando que as derrotas políticas do MPD deveriam levar a uma reflexão estratégica, mas que, em vez disso, a cultura de confrontação persiste. O autor argumenta que a política de conflito permanente gera custos que afetam a credibilidade das instituições e a confiança dos cidadãos. A história de divergências públicas de Monteiro, inclusive com membros do seu próprio espaço político, é mencionada como um padrão de atuação que não representa uma ruptura, mas sim a continuidade de um estilo político. A preservação da imagem institucional de Cabo Verde é considerada crucial para a estabilidade económica e a captação de investimentos.